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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Memorial da Imigração Japonesa

O Memorial  assinado pelo arquiteto brasileiro Gustavo Penna & Associados comemora a céu aberto a boa relação entre o Japão e o Estado de Minas Gerais. O projeto é simples: uma ponte sobre um lago, mas nos traz em mente os sentidos de ligação entre territórios, tempos e ideais; O lago está para o grande oceano que separa os países e também para os desafios e conquistas exigidos em tempos passados.
As paredes curvas do Monumento servem para lembrar - e homenagear - as bandeiras. As linhas, cores e formas fazem menção ao caráter de síntese e concisão dos países. A forma simétrica da ponte com curvas entrelaçadas traz ao mesmo tempo a coesão do movimento, contínua e interdependente. O Memorial da Imigração Japonesa encontra-se no Parque Ecológico Promotor Francisco Lins do Rego, na Pampulha, marco arquitetônico modernista de Belo Horizonte - MG.





via: The Contemporist 

domingo, 3 de abril de 2011

Lilypads - Uma ecopolis de refúgios climáticos

O planeta está esquentando - debatemo-nos com questões controversas, que apontam para um esfriamento da terra, uma nova era glacial- e a população continua crescendo. Essas questões e também a demanda pelo pensar mais auto-sustentável, renovável e duradouro,  levaram o arquiteto belga Vincent Callebout a projetar verdadeiras cidades que possam comportar aproximadamente 50.000 pessoas, contando com infra-estrutra de serviços - trabalho, comércio e lazer - acoplada e o projeto visa ser uma realidade possível para o ano de 2100.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Oficina de Design na Orbitato - Pomerode

           Mesmo com a agilidade trazida pela informatização na área do design, o desenho manual, a ilustração e o rendering continuam sendo princípios muito valorizados no portfólio exigido pela indústria do Design de Produtos. A discussão e os caminhos para um olhar mais apurado entre técnicas já experimentadas - que depois podem ser levadas ao computador - são uma importante ferramenta na efetivação e construção de um bom Projeto de Produto. Exercitando este tema o Orbitato prepara a primeira edição da oficina Design: Ilustração e Rendering para Projeto de Produto, que acontece nos dias 25 e 26 de março no Orbitato - Instituto de Estudos em Arquitetura, Moda e Design, em Pomerode (SC). 

A oficina será ministrada pelo professor Marcelo Castilho.  Entre os temas abordados na Oficina estarão: técnicas de ilustração aplicada ao design: rough, sketch e rendering; Exemplos de aplicação em design de veículos e representação de materiais do universo do design de produto. A proposta tem carga horária de 16h e é dirigida a estudantes e profissionais de design gráfico, produto e moda, engenharia e arquitetura, além de interessados em compreender na prática as técnicas criativas do design.   O Investimento é de R$ 500,00 (que podem ser pagos em 2x). Os participantes serão recebidos no Orbitato, na XV de novembro, 406, Centro - Pomerode (SC). 

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail contato@orbitato.com.br, pelo site: www.orbitato.com.br ou pelo telefone (47) 3395-0447.  

Quem é Marcelo Castilho?    

Marcelo Castilho já esteve palestrando na SAD aqui na Furb   

E é Consultor em gestão da inovação. Possui mestrado em design automotivo pela Coventry University, Inglaterra, MBA em gestão de projetos pela FGV e participa do Programa de Desenvolvimento de Dirigentes da Fundação Dom Cabral. É docente em cursos de graduação, pós-graduação e extensão da PUCPR e FAAP, além de coordenar o curso de MBA em Inovação. Possui 25 anos de experiência como especialista e gestor de design de veículos comerciais, com premiações no IF Hannover (Alemanha) IDEA Brasil e Brasil Faz Design. Castilho é membro do conselho editorial da revista abcDesign e coautor dos livros ABC do Rendering e ABC do Rendering Automotivo. 

By Cycero Delnero de Oliveira - Designer (on Twitter)

segunda-feira, 14 de março de 2011

Hemp Chair


          O designer e arquiteto alemão Werner Aisslinger exibiu a sua cadeira Hemp no Milan Design Week 2011 e deu muito o que falar. A cadeira é uma peça única feita das fibras do cânhamo que extraída de uma variedade de maconha. O fato é que o cânhamo possui fibras 5 vezes mais resistentes do que o algodão e não necessita de pesticida, pois os insetos não apreciam o seu sabor. Ela recebe uma cola especial ecológica e depois moldada sob o calor criando uma peça com visual atraente e curvas suaves. 
 

terça-feira, 1 de março de 2011

Badalado designer Christian Louboutin fala sobre sua loja no Brasil


           Christian Louboutin, o designer de sapatos mais famoso do mundo, desembarcou na semana passada em Brasília. A visita foi para oficializar a abertura da sua loja na cidade — a segunda loja dele no Brasil. A inauguração está prevista ainda para este semestre no Shopping Iguatemi.

— Sempre fui obcecado pela arquitetura de Brasília. Estava louco para conhecer a cidade. É claro que é um bom mercado, mas eu vim atraído pela beleza arquitetônica daqui. Sou um apaixonado por Oscar Niemeyer. Nada como juntar trabalho e prazer — disse o designer.

O mercado de Brasília atraiu  Louboutin por ser a capital do Brasil.

— Sei que por aqui passam pessoas importantes, que são ideais para usar as minhas criações — afimou.

Os sapatos que virão para a loja de Brasília serão escolhidos com o perfil do consumidor da cidade:
— Podem esperar sapatos mais sérios, elegantes e sóbrios — acrescentou.

Cada par de sapatos Louboutin custa em média US$ 700. Nas lojas paulistas, o sapato mais barato custa R$ 2.350 e, em Brasília, as peças devem chegar com o mesmo preço. O projeto da loja de Brasília vai ser feito pelo designer com o arquiteto nova-iorquino Eric Clough.

— Vamos fazer um projeto especial para Brasília, adotando as curvas de Niemeyer e Burle Marx em nosso projeto — revelou.

         Com a abertura do Iguatemi, nos últimos dois anos, Brasília tem recebido uma série de lojas de luxo. Chegaram à capital Louis Vuitton, Missoni, Burberry e Ermenegildo Zegna. Estão previstas para este ano inaugurações de unidades das renomadas Gucci e Salvatore Ferragamo. Na área mais popular, em maio, deverão desembarcar franquias da Renner e da Gucci.
         Christian Louboutin é o homem que desenha os sapatos da maioria das celebridades internacionais. Estão entre as suas clientes fiéis Angelina Jolie, Oprah Winfrey, Sarah Jessica Parker e Victoria Beckham. Ele começou a fazer sapatos em 1991 na França e, em 1992, abriu sua primeira loja em Paris. O designer ficou conhecido mundialmente por ter trazido de volta a moda dos saltos agulha. Mas, o que fez sua marca se transformar em um objeto de desejo foram as solas vermelhas dos sapatos. Não é à toa que ele é considerado pelo Luxury Institute, há três anos seguidos, a marca de sapatos mais desejada do mundo.

Patente

          Christian Louboutin começou a colocar as solas vermelhas laqueadas em seu sapatos em 1992. Ele achou que a cor ficaria interessante em um sapato preto que estava sem graça. O primeiro modelo ele pintou com esmalte de unha. Louboutin conseguiu oficializar nos Estados Unidos o solado como marca registrada. O designer faz uma campanha pesada em seu site para acabar com a cópia de seus modelos. E consegue, inclusive, fechar sites que vendem os produtos ilegais.


 Via: Caderno Donna DC - Portal ClicRBS

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Quem é Sérgio Rodrigues?


           Sérgio Rodrigues é arquiteto e um dos principais designers brasileiros. O auge de sua carreira se deu nas décadas de 1950 e 60, quando conseguiu forjar o conceito de brasilidade no design de móveis. Criou a Poltrona Mole em 1957, hoje parte do acervo do Museum of Modern Art de Nova York (MoMA), e teve na enciclopédia Delta Larousse seu nome atrelado à imagem de “o criador do móvel brasileiro”. Formou-se na Faculdade Nacional de Arquitetura do Rio de Janeiro (hoje FAU/UFRJ) em 1952. É contemporâneo de João Batista Vilanova Artigas, Oscar Niemeyer, Oswaldo Bratke e Paulo Mendes da Rocha. Sua loja de móveis, a Oca, aberta nos anos 1950, já expôs mais de mil criações de móveis ao longo dos anos. Participou de dezenas de exposições, foi premiadíssimo, e até hoje é referência na chamada estética modernista “da grossura”, que marcou a criação artística brasileira do século 20.


 Algumas de suas criações:

Poltrona Mole, 1961

Banco Muchi, 1958

Buffet Bu, 1952

Cadeira Dadi, 1972

Sofá Hauner, 1954

Via: Vá de Vintage e ProduçãoCultural.org (clique neste site e veja uma entrevista com Sérgio Rodrigues, de 27 de maio de 2010, vale a pena conferir!)

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

4ª edição do Concurso Internacional de Design Jump the Gap

           O Jump the Gap representa o apoio da marca para as novas gerações de designers e arquitetos.
           A Roca lançou no 100% Design de Londres a 4ª edição do Concurso Internacional de Design Jump the Gap. Nesta edição, a Roca estabelece uma plataforma para jovens talentosos designers e arquitetos. O Jump the Gap oferece a oportunidade de criar e projetar soluções inovadoras para o banheiro e produtos relacionados.

          O concurso é mundial e destinado aos estudantes ou jovens profissionais das áreas de design e arquitetura, nascidos após janeiro de 1976. As inscrições poderão ser feitas até 31 de janeiro de 2011, através do site www.jumpthegap.net. O projeto premiado será apresentado em setembro de 2011, no evento 100% Design, em Londres. Além de ganhar um prêmio de cinco mil euros, o ganhador irá para Londres com tudo pago pela Roca.

PRÊMIO JUMP THE GAP
Inscrições através do site www.jumpthegap.net.


Via: Design Informa

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Dica de livro - "Entre sem bater"

 
             Com o livro "Entre sem bater", Marcelo Rosenbaum abre as portas de sua nova casa aos leitores. Nas páginas do livro, está registrado o processo criativo da construção da casa do próprio arquiteto e designer.
            Dificuldades, alegrias e fortes emoções a que todos estamos sujeitos quando resolvemos iniciar uma reforma em domícilio próprio são relatados em textos e fotos. O livro ainda traz pitadas da trajetória do profissional.

Editora Abril, R$ 90,00.

 Via: Blog Casa da Chris

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Parceria Jovens Designers e iF Concept Award 2011

Jovens Designers

   A III Mostra fechou uma parceria com o Programa Design Excellence Brazil e todos os participantes da Mostra podem se inscrever gratuitamente para o iF Concept Award 2011.

O DEBrazil oferece apoio técnico, logístico e de mídia para que projetos brasileiros concorram ao prêmio conhecido como Oscar do design mundial. São quatro categorias: design de produto/design industrial; design de comunicação/design multimídia; design de moda; arquitetura/design de interiores.

    Para isso, inscreva-se gratuitamente até o dia 13 de outubro (quarta-feira) através de formulário online pelo site do programa. 

    Os 100 premiados, em âmbito mundial serão anunciados em fevereiro de 2011 e, entre eles, os trabalhos de maior destaque partilham um prêmio de 30 mil euros, distribuídos pelo júri internacional. Pelo quarto ano consecutivo, o DEBrazil se encontra sob coordenação do Centro de Design Paraná, numa iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Para acessar o regulamento completo, as especificações para o envio dos projetos e o formulário de inscrição, visite www.designbrasil.org.br/debrazil

Contato e dúvidas: Juliana Buso (Centro de Design Paraná - 41 3076-7332)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

"Design é algo muito grande para ser enquadrado numa definição." - Palavras a uma jovem designer.

Design é soma, nunca subtração. O estudo é fundamental. Agregar conhecimento nunca é demais, venha ele de onde vier: seja do matuto da cidadezinha do interior que faz banquinhos toscos de três pés ou do acadêmico doutorado no exterior. Professores não são ‘pontes’ nem ‘facilitadores’. Antes, eles são gente. Alguns com muita experiência profissional e de vida. O tal matuto também é gente. Tão importante para nossa formação quanto o acadêmico, ele é provedor de conhecimento prático, da lida diária e da filosofia aparentemente barata mas igualmente necessária. Óbvio: há acadêmicos e matutos medíocres. Cabe a nós separá-los segundo nossa sensibilidade e critérios próprios.
Diferentemente dos nossos computadores, os ‘HDs’ da humana raça funcionam melhor à medida em que vão ficando mais cheios de informações e referências. Assim, é nosso dever abrir os olhos para tudo e para todos. Abraçamos uma profissão maravilhosa, que nos permite extrair de tudo (tudo mesmo) um pouco de néctar para nosso pleno desenvolvimento.

Não acredito em dom. Aquilo que as pessoas chamam de ‘dom’, prefiro chamar de acúmulo de experiências, sejam elas de vida, sensoriais ou profissionais. O fundamental é erguer as antenas e não ter preconceito de captar o novo e o velho com a mesma paixão. Ouvir Bach com o mesmo interesse que a gente ouve música eletrônica contemporânea. Não fechar os olhos para Basquiat só porque a gente gosta de Rembrandt. Ler Cony, Rui Barbosa ou Kundera com a mesma curiosidade infantil. Estudar psicologia, filosofia, línguas, desenho, economia, administração… Abastecer nosso ‘arquivo’ com o maior número de referências possível. Ter uma visão holística da profissão, não limitando nossa atuação àquela meia dúzia de conceitos pré-estabelecidos que um dia nos ensinaram a ver como certos e absolutos.
Mais do que um computador, nosso cérebro se assemelha a um enorme jardim em constante crescimento. Sua arquitetura é a da evolução e da soma. Soma de cores e formas que geram outras cores e formas num movimento perpétuo de pleno desenvolvimento. Crie sempre ambientes que estimulem a criatividade. Freqüente lugares com o faro aguçado e a curiosidade crítica sempre alerta. Olhe com outros olhos. Fareje oportunidades e ângulos novos para seu repertório estético. Faça com que seu universo trabalhe a seu favor, alimentando você constantemente.

Diplomas e certificados? Acumule o mais que puder, mas não os colecione. Colecione, sim, o conhecimento que esses papéis apenas representam. Isso é para sempre! Dê igual importância aos bancos da universidade e aos bancos da praça. Até dá para ser um profissional completo sem os dois, mas o caminho não tem a mesma beleza e a paisagem perde um pouco do viço.

Design é arte? Não! Design é soma. Soma disso tudo que a gente já falou. É arte, ciência, religião, filosofia, psicologia… É conteúdo! É conhecimento na concepção mais sublime da palavra! Design é algo muito grande para ser enquadrado numa definição. É igualmente grandioso para ser colocado à margem de qualquer atividade (pois ele pode estar inserido nessa atividade!)
Por fim, questione sempre. Faça intervenções imaginárias no trabalho alheio. Modifique e crie conceitos e linguagens. Faça com que a palavra ‘design’ ganhe um novo significado para você e para sua vida. Não deixe que as pessoas tóxicas te contaminem com negativismo acerca da profissão. Como toda atividade, a nossa tem altos e baixos, mas ela é responsável muito mais pelos prazeres do que pelos reveses. Invista nessa nova forma de ver as coisas. O investimento voltará para você multiplicado e revigorado. O mundo nos oferece uma volta completa todos os dias, com direito às cores, às sensações, às novas experiências, vivências e ainda nos permite levar junto as pessoas que quisermos.

(texto escrito em abril de 2005 – Copyright by Morandini)

dexia towers - um edifício com leds


Um cenário que lembra as músicas dançantes e a época em que o Abba reinava. São 145 metros de pura luz. Literalmente. Com 38 andares, o Dexia Tower é o terceiro prédio mais alto de Bruxelas, na Bélgica. A nível mundial não seria exagerado dizer que é, provavelmente, um dos que mais chamam a atenção.

Em forma de trapézio, ocupa uma área de 4.400 metros quadrados. Quando todo colorido, parece uma grande montagem de Lego. Às vezes fica de uma cor só. Todo rosa, vermelho, amarelo... São inúmeras as combinações de cores e, com certeza, a cada nova deve dar vontade de ficar olhando um pouquinho mais.

Este grande farol tem um total de 6.000 janelas e atrás de 4.200 delas há uma instalação de iluminação que basicamente consiste em uma média de 12 lâmpadas, com três LEDs cada uma – uma verde, outra vermelha e a terceira azul -, combinadas elas são capazes de criar uma paleta de cores completa.

Quem aprecia um ambiente com boa iluminação e bom gosto cairá nas graças do edifício. A fachada pode mostrar números, letras, formas geométricas com efeitos de luz e desenhos gráficos. A combinação do verde, vermelho e azul forma o branco, e a mudança rápida e instantânea das lâmpadas dá a impressão de movimento.

A temperatura também pode ser “medida” pelo Dexia Tower. Com base na média mensal, uma cor diferente representa o aumento ou diminuição do clima. Há também um código de cores para umidade e até velocidade do vento. Interessante para um simples prédio, não?



Ao contrário dos grandes palcos em que o show só começa quando se abrem as cortinas, neste, elas precisam estar fechadas. Isso porque os LEDs não são fortes o suficiente para iluminarem a fachada sozinhos. Já com o reflexo sobre a cortina fechada é possível iluminar toda a superfície da janela.

O sistema é controlado por um computador central, cujo programa traduz o sistema de iluminação do computador. Cada imagem, efeito visual ou letra só são visíveis quando algumas janelas são iluminadas por várias cores, ou seja, cada uma das 4.200 janelas equipadas com o sistema pode ser iluminada separadamente e com a cor específica que se deseja.

Este sim é um prédio para chamar de “um bom ponto de referência”. Só não podemos dizer que a conta de luz seja das mais baratas. Com a crise econômica mundial de 2009 o Dexia Tower teve sua iluminação reduzida, iluminando por apenas 10 minutos por hora entre o pôr-do-sol e a meia noite.




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