segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Profissões do design

 
 
Design de Produto ou Design Industrial: Se você é uma pessoa curiosa do tipo que gosta de saber como as coisas funcionam, adora as formas dos objetos que estão sendo vendido no mercado, e foi daquelas crianças que adoram criar seus brinquedos e desmontá-los para ver como era por dentro, o curso de design de produto ou design industrial é perfeito para você. Se os arquitetos projetam ambientes, nós designers de produto projetamos os objetos que ocuparão esses ambientes.
Pré-requisitos para cursar design de produto:
  • Gostar e ter conhecimentos em cálculos matemáticos, física, estatísticas, pois para criar produtos é necessário saber tudo isso para calcular medidas e quantidades de materiais utilizados no projeto, apesar de um designer sempre trabalha em parceria com engenheiro.
  • Ser organizado e disciplinado, para entregar os projetos no prazo estabelecido.
  • Ser curioso e pesquisador, para conhecer novos materiais e tecnologias que se apliquem no seu projeto. O designer precisa entender as necessidades do público alvo para solucionar um determinado problema.
  • Não ser tímido, pois você terá que "vender o seu peixe" e expor seu produto para público ou para empresários.
  • Saber desenhar, isso é fundamental, apesar do designer trabalhar com softwares CAD como Rhinoceros, Autocad e Studio 3D, os croquis das ideias inicias é tudo desenhado à mão livre.

O mercado de trabalho : A profissão permite atuação nas mais diversas áreas, que vão do setor moveleiro ao de metalurgia e da indústria de moda e calçadista à de acessórios. Seja nas grandes indústrias, seja nas empresas familiares, a necessidade de inovação do mercado tornou o designer uma peça-chave nas empresas, o que faz aumentar a procura pelo tecnólogo. "A economia aquecida, a necessidade de novos produtos e um mercado consumidor mais exigente abrem um grande campo para o designer", diz Bruno Manoel Neves, coordenador do curso do IF-SC. O profissional é bastante requisitado no Sudeste, principalmente no estado de São Paulo, que tem um importante parque gráfico e conta com grande número de multinacionais dos ramos alimentício e têxtil. Na capital paulista também estão os principais escritórios de design do país. Na Região Sul, os postos de trabalho se expandem a cada ano, por causa da grande quantidade de indústrias de calçados e utilidades domésticas.

Salário inicial: R$ 1.500,00 a R$ 2.000,00 (em indústria de médio porte; fonte: Associação dos Designers de Produto).
O curso A base teórica, no início do curso, inclui história da arte e do design, metodologia visual, introdução ao design, psicologia do consumidor, sociologia de consumo e empreendedorismo. Depois, o currículo engloba disciplinas mais práticas, como computação gráfica, desenho artístico e técnico, ergonomia e tecnologia de materiais. Para se formar é preciso fazer um trabalho de conclusão de curso: o planejamento de lançamento de um produto, desde sua concepção até a chegada ao mercado consumidor. Algumas escolas oferecem formação específica em embalagens ou joias. 
Duração média: quatro anos.


Design de Moda: É a arte de criar e comercializar peças de vestuário e acessórios, seguindo estilos e tendências. O profissional de moda desenha roupas e produtos, como joias, cintos e calçados, e define estilos e modelagens. Analisa tendências de comportamento para desenvolver coleções adaptadas ao gosto do público-alvo e promove a comercialização dos artigos. Responsabiliza-se pela aquisição de matérias-primas e desenha estampas nas indústrias têxteis ou modelos nas confecções. Como gestor, pode pesquisar o mercado consumidor, estabelecer estratégias de marketing para campanhas de lançamento de produtos e cuidar da promoção de vendas. Está habilitado também a trabalhar no departamento de compras de grandes magazines. Pode, ainda, prestar assessoria de moda para pessoas ou para grandes lojas. Neste caso, define a disposição dos produtos nas vitrines e escolhe as coleções a serem compradas.

Tem muita gente que se engana quanto ao curso de Design de moda e tem uma ideia estereotipada que o profissional na área de moda, é uma pessoa que se veste de maneira exótica e fica dando chiliques vivendo num mundo de glamour, mas não é nada disso. Os pré-requisitos desse curso:
  •  Ter uma bagagem cultural grande, ou seja você terá que ter um conhecimento sobre o mundo do cinema, artes plásticas e das grandes personalidades do mundo, pois as coleções são temáticas, um empresa por exemplo pode pedir que o tema da coleção seja "As cores de Frida Kahlo", então tem que se ler muito e ficar antenado com tudo isso para criar as peças de vestuário.
  • Gostar e ter conhecimentos de cálculos matemáticos, pois terá que calcular metragens de tecidos utilizados. Os moldes também exigem cálculos e noções de geometria para que fiquem perfeitos.
  • Gostar de costurar, no curso, irá usar máquinas industriais como overlock, interlock, traveteira e etc...
  • Ser curioso e pesquisador à respeito de linhas, aviamentos, novos tecidos, tendências.
  • Ser organizado e disciplado, pois a pessoa terá prazos para entregar coleção com suas fichas técnicas devidamente preenchidas com amostras do material utilizado.
  • Saber desenhar.

O mercado de trabalho: A indústria da moda continua crescendo e busca tanto bacharéis como tecnólogos para atender às mais diversas etapas da cadeia produtiva. "O mercado é imenso, começa na plantação do algodão até a repercussão da mídia depois dos desfiles", explica Adriana Job Ferreira Conte, coordenadora do curso tecnológico da UCS, em Caxias do Sul (RS). As modas masculina, infantil, esportiva, praia e de lingerie são as mais carentes desse profissional. "A moda feminina é mais saturada", diz Raquel Valente Fulchiron, coordenadora do bacharelado na Fasm. O estilismo ainda oferece oportunidades para a concepção de coleção de roupas, calçados e acessórios e para o desenvolvimento de produtos nas indústrias de matérias-primas, além da supervisão da produção, criação de estampas e costuras. Outro campo crescente é o da consultoria em tendências de moda para objetos de consumo, também chamados de "bens vestíveis", como celulares e players (MP4, por exemplo). O planejamento e o gerenciamento de marcas com base em pesquisas de comportamento e consumo, a criação de tendências e a gestão de materiais também são setores fortes. Aumenta a demanda pelos consultores de moda para orientar pessoas a se apresentar em diferentes situações, assim como é boa a procura dos profissionais mais reconhecidos para atendimento pessoal a artistas e personalidades. Além disso, há campo na área educacional, nas faculdades de moda. Mas para dar aulas no ensino superior é preciso ter pós-graduação. São Paulo possui o maior número de ofertas de trabalho, e uma concorrência mais acirrada devido ao número de cursos de Moda oferecidos. Há também vagas no interior do estado. Na Região Sul, empresas de calçado costumam contratar os egressos, e há demanda para o trabalho nas malharias. Crescem oportunidades na indústria têxtil nordestina.

Salário inicial: a partir de R$ 2.000,00 (fonte: profa. Eliana Gonçalves, da Udesc).
O curso

O currículo do bacharelado varia conforme as habilitações oferecidas pela escola, mas, geralmente, possui disciplinas como história da arte, cultura da moda e criação, desenho e estilismo. Os cursos com ênfase em design e modelagem propõem como trabalho de conclusão a criação ou o desenvolvimento de uma coleção de moda. Já aqueles focados em negócios e gestão de moda exigem dos formandos a elaboração de um plano de negócios com ações para o fortalecimento de marcas e a comercialização dos produtos.
Duração média: quatro anos. 
 
Área de atuação:

Consultoria

Trabalhar como personal stylist, ajudando os clientes a combinar roupas, cores e estilos.


Coordenação
Gerenciar a compra de coleções de roupas para lojas e magazines. Coordenar as equipes de estilos tanto em indústrias e confecções como em magazines e orientá-las para as tendências da moda.
Design/Estilismo

Criar roupas (estilismo), joias, bijuterias, calçados e bolsas (design de acessórios) ou desenhar estampas e padrões e elaborar novos tecidos para tecelagens (design têxtil).
Fotografia

Acompanhar a produção de fotos de moda para revistas, catálogos, exposições e anúncios.
Gerenciamento

Desenvolver produtos e supervisionar a compra de materiais para sua produção e comercialização.
Modelagem

Transpor para moldes os desenhos dos estilistas, desenvolvendo modelos-piloto para orientar a produção.
Negócios

Atuar como gestor na cadeia de produção, distribuição, divulgação e comercialização da moda e desenvolver estratégias de negócios e marketing.
Produção

Fazer desfiles, catálogos, editoriais de revistas e organizar campanhas publicitárias.
Design Gráfico: É a criação de projetos gráficos para publicações, anúncios e vinhetas de TV e internet. O designer gráfico desenvolve o visual de jornais, revistas, livros, panfletos, anúncios e outdoors. Também cria logotipos e papelaria para firmas individuais, comerciais e industriais, com o objetivo de tornálos atrativos e facilitar a leitura. Escolhe as letras para os textos, define o tamanho das colunas de uma página impressa, seleciona e padroniza cores e ilustrações e projeta embalagens. Desse modo, torna a comunicação mais eficiente e agradável. Cuida da programação visual de marcas veiculadas em anúncios e campanhas, inclusive em espaços públicos onde a informação deve ser compreensível até para o público iletrado. No campo digital, elabora websites e CDs-ROM. Pode trabalhar em editoras, agências de design e de publicidade e birôs de computação gráfica e produtoras. 
Pré-requistos:
  • Saber trabalhar com softwares gráficos como Illustrator, Photoshop, InDesign e etc.
  • Ter bagagem cultural e ser apaixonado pelo mundo das artes.
O mercado de trabalho: A figura do designer gráfico vem ganhando cada vez mais espaço devido ao surgimento de novas mídias e também pela necessidade de ampliação dos canais já existentes, como a publicidade, a internet, a telefonia celular e a mídia impressa. "Existe demanda em todos os segmentos, como finalização, vídeos, animação, mas o maior crescimento ainda é na área da web", afirma Sergio D Oliveira Casa Nova, coordenador do curso da Belas Artes, de São Paulo. Outra possibilidade é trabalhar como autônomo, prestando serviços para empresas, ou em pequenos escritórios de design. As vagas de emprego ainda se concentram no eixo Rio-São Paulo. "Para quem es tá começando, a melhor maneira de entrar no mercado é estagiando em empresas de designers gráficos, agências de propaganda, editoras e produtoras de vídeo e cinema", explica o coordenador.

Salário inicial: R$ 2.120,58 (fonte: Associação dos Designers Gráficos do Distrito Federal).
O curso

O currículo valoriza a formação prática em artes e comunicação visual e é composto de disciplinas como história da arte e do design, cinema, fundamentos da linguagem visual e fotografia. Há, ainda, aulas de tipografia, ergonomia, embalagem, marca e softwares de editoração. Vários cursos de Arquitetura e Urbanismo e de Desenho Industrial também preparam o profissional para atuar nessa área. A obrigatoriedade do estágio e da apresentação de um trabalho de conclusão de curso depende de cada instituição. Fique de olho: Algumas instituições oferecem graduação em design digital, com formação específica em projetos de design para interfaces de mídias digitais, como websites, animações e games.

Duração média: quatro anos.

O que você pode fazer

Editoração eletrônica

Criar páginas de jornais, revistas, livros e folhetos, distribuindo o texto e as imagens de acordo com a linha editorial da publicação.
Programação gráfica para TV

Produzir vinhetas para emissoras e peças de publicidade.
Webdesign

Desenhar sites, interativos ou não, para a internet, considerando a melhor forma de transmitir a imagem, as informações e os serviços oferecidos pelos clientes.
 
 Design de Interiores: É a arte de planejar e arranjar ambientes de acordo com padrões de estética e funcionalidade. O profissional harmoniza, em um determinado espaço, móveis, objetos e acessórios, como cortinas e tapetes, procurando conciliar conforto, praticidade e beleza. Planeja cores, materiais, acabamentos e iluminação, utilizando tudo de acordo com o ambiente e adequando o projeto às necessidades, ao gosto e à disponibilidade financeira do cliente. Administra o projeto de decoração, estabelece cronogramas, fixa prazos, define orçamentos e coordena o trabalho de marceneiros, pintores e eletricistas. Pode projetar salas comerciais, residências ou espaços em locais públicos. Esse profissional costuma trabalhar como autônomo, mas pode atuar também como funcionário de empresas especializadas em decoração e design de interiores ou, ainda, como consultor em lojas de móveis.
 

O mercado de trabalho: O mercado está em alta para bacharéis e tecnólogos. Isso graças à boa fase econômica do país, que elevou a renda da população. "Há uma explosão no número de casas populares e edifícios para a classe média em todo o país. São residências pequenas, por isso os móveis têm de ser bem planejados. É uma questão de necessidade, não mais um luxo. Portanto, trata-se de um público novo que começa a demandar a mão de obra do designer de interiores", explica Cristina Elizabete Silva Ragaini, coordenadora do curso tecnológico da UMC. Nesse caso, os maiores empregadores são as lojas de móveis planejados. O mercado considerado "de luxo" também continua a gerar oportunidades para o profissional que trabalha por conta própria. Uma das maiores demandas vem da área corporativa, em que o designer é requisitado para elaborar andares inteiros de escritórios e salas de reuniões. Já os escritórios de decoração contratam com frequência o especialista em projetos para atender às necessidades de lojas, bares, restaurantes, hotéis, pousadas, clínicas, hospitais e escolas. "A hotelaria é uma área que, graças ao potencial turístico do Brasil, ainda vai crescer muito por todo o país e demandar o trabalho do designer de interiores", diz Jéthero Cardoso de Miranda, coordenador do bacharelado do Belas Artes. Além das capitais de negócios, como Rio e São Paulo, as outras também devem registrar aumento de demanda, sobretudo na Região Nordeste. Outra área que promete crescimento é a de projetos de acessibilidade para pessoas com necessidades especiais. "Teatros, cinemas, condomínios residenciais e comerciais precisam se adaptar, e tudo isso implica alteração de projeto de interiores", explica Cardoso de Miranda. Fabricantes e montadoras de automóveis também contratam o profissional para desenvolver volantes e estofados.

Salário inicial: R$ 2.250,00 (fonte: prof. Jéthero de Miranda, do Belas Artes).

O curso: Há poucos cursos de bacharelado no país. É grande a ênfase na parte prática, com atividades a mão livre e o uso de recursos da informática. Boa parte da carga horária é dedicada ao desenvolvimento de projetos, com aulas de perspectiva e desenho artístico e arquitetônico, assim como de técnicas de instalação e iluminação. As atividades extracurriculares também são frequentes. Prepare-se para visitar museus e exposições de arte, assistir a palestras e fazer pesquisas em bibliotecas. No fim do curso, as escolas costumam exigir um estágio ou uma monografia.

Duração média: quatro anos.

Áreas de atuação:

Desenho de móveis

Criar peças conforme as necessidades do cliente, adaptando-as ao espaço disponível.
Decoração e paisagismo

Cuidar da colocação de móveis e acessórios em ambientes residenciais e comerciais internos. Em áreas externas, usar arte e técnica para projetar, organizar e embelezar espaços com plantas e jardins.
Gerenciamento

Acompanhar a compra de móveis e acessórios, fazer orçamentos e contratar mão de obra.
Projeto

Organizar ambientes de acordo com as necessidades do cliente. Elaborar plantas e maquetes, indicando o estilo, as cores e a disposição de móveis e objetos no espaço. 

Fonte: Guia do Estudante



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